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A Cidadela de Cascais é uma fortaleza construída no século XV, junto ao mar, com a função de defender a costa de Cascais e controlar o acesso ocidental ao estuário do Tejo, rota marítima estratégica para Lisboa. A fortificação foi sendo ampliada ao longo dos séculos e consolidou-se como um conjunto composto por estruturas militares e residenciais, incluindo forte, torre e palácio. Ao longo do tempo, deixou de ter apenas função defensiva e passou a desempenhar também o papel de residência de verão da realeza portuguesa.

Cidadela de Cascais, a fortaleza do século XV que moldou a história da vila
Foto: Luis Miguel Bugallo Sánchez – CC BY-SA 2.5 (Wikimedia Commons)

Hoje, a Cidadela de Cascais é um dos passeios mais interessantes do centro histórico da vila. O conjunto inclui o Forte de Nossa Senhora da Luz, a Torre de Santo António e o Palácio da Cidadela, que é utilizado como residência oficial de verão do Presidente da República Portuguesa, além de uma pousada de alto padrão da rede Pestana, instalada dentro das antigas muralhas. No interior, o visitante encontra restaurante no pátio, livraria, galeria de arte, capela e áreas abertas ao público, enquanto, logo ao lado, a Marina de Cascais completa o cenário com farol, iates e espaços de convivência à beira-mar.

Curiosidade: A partir de 1871, a Cidadela passou a ser utilizada como residência real, marcando o início da presença regular da Família Real Portuguesa em Cascais. Foi ali que a corte começou a frequentar as praias, atraindo outras famílias influentes que ergueram palácios e residências na vila. Esse movimento transformou Cascais em um centro cosmopolita e ajudou a moldar o que hoje conhecemos como o coração da Riviera Portuguesa.

História da Cidadela de Cascais

A origem da Cidadela remonta ao final da Idade Média, quando Cascais ainda era um pequeno porto de pesca, mas ocupava uma posição estratégica no sistema defensivo do litoral. A primeira fortificação surgiu no século XV, com o objetivo de vigiar a costa e responder a ataques vindos do mar, protegendo não apenas Cascais, mas também a aproximação marítima a Lisboa.

Ao longo dos séculos XVI e XVII, o sistema defensivo foi reforçado e ampliado, acompanhando a evolução da arquitetura militar. A fortaleza passou a integrar muralhas, baluartes e torres capazes de responder à artilharia naval da época, formando uma verdadeira praça-forte costeira.

A partir da segunda metade do século XIX, com a diminuição da importância militar, a Cidadela iniciou uma nova fase. Após 1870, o conjunto passou a ser utilizado como residência de verão da família real portuguesa, período que marcou profundamente o desenvolvimento de Cascais como estância balnear ligada à corte e às elites.

Pousada e Pátio da Cidadela em Cascais
Carlos Luís M. C. da Cruz – CC BY-SA 3.0

Como a Cidadela de Cascais é dividida e o que visitar no complexo

A Cidadela de Cascais é dividida em três núcleos históricos principais: o Forte de Nossa Senhora da Luz, a Torre de Santo António e o Palácio da Cidadela. Esses elementos formam a base do antigo sistema defensivo e residencial do conjunto. Além dessas estruturas centrais, o complexo reúne hoje espaços culturais, áreas abertas ao público, uma pousada histórica, pátios internos, galerias de arte e zonas de convivência que conectam a fortaleza à Marina de Cascais, oferecendo ao visitante uma experiência ampla que combina história, cultura e lazer.

Forte de Nossa Senhora da Luz de Cascais

O Forte de Nossa Senhora da Luz é uma das estruturas centrais da Cidadela e teve papel fundamental na defesa da costa e do antigo porto de Cascais. A sua arquitetura reflete os princípios da fortificação moderna, com muralhas robustas e baluartes adaptados ao uso de artilharia, pensados para responder a ameaças vindas do mar. Caminhar por essa área permite compreender a lógica defensiva que orientou a ocupação da costa portuguesa durante séculos.

Torre de Santo António de Cascais

Mais antiga que o forte, a Torre de Santo António fazia parte do sistema inicial de vigilância costeira. A partir dela, era possível controlar visualmente o oceano e sinalizar a aproximação de embarcações. A torre revela a fase mais primitiva da defesa de Cascais e ajuda a entender como o conjunto fortificado foi sendo ampliado ao longo do tempo, sempre em resposta às necessidades estratégicas da época.

Palácio da Cidadela de Cascais

O Palácio da Cidadela marca a transição da fortaleza militar para espaço residencial e institucional. A partir do final do século XIX, o edifício passou a ser utilizado como residência de verão da família real portuguesa, consolidando a ligação entre Cascais e a monarquia. Atualmente, o palácio mantém função institucional ligada ao Estado português, preservando o caráter oficial do conjunto e reforçando a sua importância histórica.

Arte, cultura e o Cidadela Art District

Depois de perder a função exclusivamente militar, a Cidadela foi reabilitada e ganhou uma nova vocação cultural. Hoje, abriga o Cidadela Art District, integrado ao roteiro do Bairro dos Museus de Cascais. Artistas residentes mantêm ateliers abertos ao público, enquanto exposições, instalações contemporâneas e intervenções artísticas ocupam antigos espaços da fortaleza, criando um diálogo constante entre patrimônio histórico e criação contemporânea.

A pousada histórica dentro das muralhas

Dentro da Cidadela funciona a Pestana Cidadela Cascais, uma pousada de alto padrão instalada nos edifícios da antiga fortaleza. O projeto combina design contemporâneo com a preservação da arquitetura histórica, oferecendo uma experiência de hospedagem única, com vista para a Marina de Cascais e o oceano. Mesmo para quem não se hospeda, a presença da pousada contribui para a vitalidade do espaço e para a integração da Cidadela ao cotidiano da vila.

Pátios, eventos e a ligação com a Marina de Cascais

O pátio central da Cidadela é um dos espaços mais dinâmicos do conjunto. Ao longo do ano, recebe concertos, feiras de arte, eventos culturais e encontros ao ar livre, atraindo moradores e visitantes. A poucos passos, a Marina de Cascais completa a experiência, com o farol, os iates e os espaços de convivência à beira-mar, fazendo da Cidadela um ponto natural de conexão entre história, lazer e vida urbana.

Viver ao lado da Cidadela de Cascais

Para quem pensa em investir ou morar em Cascais, viver nas imediações da Cidadela significa estar no centro do que a vila tem de mais valorizado: mar, história, cultura e qualidade de vida. Os dois bairros imediatamente próximos à Cidadela são o Centro Histórico de Cascais e o bairro da Gandarinha, cada um com características muito distintas e perfis de moradores bem definidos.

O Centro Histórico é a escolha de quem quer viver o ritmo mais vibrante da vila. É uma zona marcada por ruas charmosas, restaurantes, cafés, comércio local, praias acessíveis a pé e intensa vida cultural ao longo do ano. Morar aqui significa fazer tudo caminhando, estar em contato direto com a marina, a baía e os principais pontos de interesse de Cascais, em um ambiente dinâmico e urbano, ideal para quem valoriza movimento, praticidade e uma vida social ativa.

o bairro da Gandarinha oferece um perfil completamente diferente. Localizada imediatamente ao lado da Cidadela, é uma das áreas residenciais mais nobres e reservadas de Cascais, com ruas tranquilas, moradias de alto padrão e edifícios discretos. É a escolha de quem busca privacidade, silêncio e sofisticação, sem abrir mão da proximidade com o centro, o mar e a marina. A Gandarinha atrai sobretudo famílias, investidores e moradores que priorizam um estilo de vida mais exclusivo e residencial.

Em ambos os casos, trata-se de uma zona premium, com oferta limitada e alta procura, tanto por portugueses quanto por estrangeiros. Apartamentos com vista para a marina, edifícios históricos reabilitados e moradias de alto padrão compõem um dos mercados imobiliários mais prestigiados de Cascais, com forte potencial de valorização no médio e longo prazo.

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