O Palácio Palmela em Cascais, também conhecida como Casa Palmela ou Conceição Velha, é um dos mais importantes registros da arquitetura aristocrática do século XIX na Riviera Portuguesa. Construída em 1874 por iniciativa da terceira Duquesa de Palmela, D. Maria Luísa de Sousa Holstein, a residência insere-se no período em que Cascais se consolidava como destino de veraneio da aristocracia portuguesa.

A Casa Palmela foi construída entre 1870 e 1874 em estilo predominantemente neogótico, tornando-se um dos marcos arquitetônicos mais reconhecíveis de Cascais. O edifício foi erguido sobre o antigo Forte de Nossa Senhora da Conceição, mais especificamente sobre o baluarte que integrava o sistema defensivo da costa no século XVII. É dessa herança histórica que surge o nome “Conceição Velha”, preservando a memória da antiga fortificação que ocupava o local.
A arquitetura de veraneio que marcou a aristocracia do século XIX em Cascais
A construção do Palácio Palmela insere-se em um período em que Cascais começava a se afirmar como destino de veraneio da aristocracia portuguesa. A partir da década de 1870, quando o rei D. Luís I passou a veranear na vila, a pequena comunidade piscatória começou a se converter em refúgio da aristocracia portuguesa. A proximidade com Lisboa, o clima e as belas praias, assim como a paisagem atlântica atraíram famílias nobres que passaram a erguer residências de verão à beira-mar, marcando o início de uma nova identidade para a vila. É nesse cenário que os Duques de Palmela decidem construir sua casa sobre o antigo baluarte de Nossa Senhora da Conceição, contribuindo para consolidar Cascais como destino elegante e aristocrático.
Projetada pelo arquiteto inglês Thomas Henry Wyatt entre 1870 e 1874, a Casa Palmela adota o estilo neogótico, movimento arquitetônico que surgiu na Inglaterra no século XVIII e ganhou força ao longo do século XIX. O neogótico propunha uma nova leitura do gótico medieval, de forma mais livre e adaptada aos novos tempos, o chamado revivalismo gótico, em contraste com os estilos clássicos predominantes na época. Quando a casa foi construída, essa linguagem já estava consolidada na Inglaterra, mas ainda era pouco difundida em Portugal. Dentro desse contexto, a escolha de um arquiteto inglês não foi por acaso.
Seguindo o estilo neogótico, a Casa Palmela apresenta desenhos mais verticalizados, com torres e janelas altas, telhados inclinados, volumes que avançam e recuam e uma composição assimétrica, exaltando a chamada “arquitetura de cenário”, que faz com que a construção “conte” um pouco da história e reavive traços medievais, seja no uso expressivo da pedra, nas torres verticais, nos telhados inclinados e nos vários blocos assimétricos, como se fossem antigos palácios ou castelos construídos ao longo dos séculos. Cria-se, assim, um cenário, uma encenação que, no caso da Palácio Palmela em Cascais, foi bastante exitosa, resultando em uma construção que logo chama a atenção, voltada para o mar e com forte apelo visual.
Onde fica o Palácio Palmela em Cascais?
O Palácio Palmela está localizado na Avenida Marginal de Cascais, logo a esquerda de quem vem de Estoril, praticamente na divisa entre Cascais e Estoril, de frente para a praia da Duquesa. Para quem chega pela Marginal no sentido Estoril–Cascais, a construção surge logo à esquerda, marcando visualmente o início da vila. A sua posição privilegiada, praticamente sobre a linha da praia, faz com que seja uma das primeiras referências arquitetônicas que se destacam na paisagem costeira ao entrar em Cascais.
O Parque junto ao Palácio Palmela
A Norte da casa desenvolvia-se um parque arborizado, espaço de recreio privado dos Duques de Palmela, criado por volta de 1870 como parte do projeto da residência de veraneio. Localizado na fronteira entre Cascais e o Estoril, o jardim foi idealizado com forte empenho da 3ª Duquesa de Palmela, que acompanhou de perto sua construção para que refletisse seu gosto artístico. Com amplas áreas verdes, grandes árvores e atravessado pela Ribeira dos Boqueiros, o parque tornou-se palco de festas, quermesses e até exibições de Lanterna Mágica no final do século XIX.
Com o tempo, parte da área original foi reduzida pela construção da linha férrea e da Estrada Marginal, que separou fisicamente o Palácio do parque, mas em 1950 o espaço foi adquirido pela Câmara Municipal e transformado em área pública. Hoje, o Parque Palmela segue como um dos mais importantes parques de Cascais, recebendo atividades culturais no Auditório Fernando Lopes Graça, além de contar com circuito de manutenção, trilhas sobre a ribeira, cafetaria com esplanada, circuito de arborismo e exemplares botânicos de destaque, como o Pinheiro das Canárias classificado como árvore de interesse público.
A Duquesa de Palmela e o papel decisivo na formação de Cascais aristocrática
Figura central na construção do Palácio Palmela, D. Maria Luísa de Sousa Holstein, 3ª Duquesa de Palmela, foi muito mais do que proprietária da residência. Escultora, mecenas e uma das mulheres mais influentes da vida social e cultural portuguesa no final do século XIX, exerceu papel ativo na concepção tanto da casa quanto do parque, acompanhando de perto decisões arquitetônicas e paisagísticas. Camareira-mor da Rainha D. Amélia, a duquesa teve influência direta na consolidação de Cascais como destino de verão da aristocracia portuguesa, num período em que a presença da família real transformava a vila em palco da elite nacional.
A família Palmela deixou marcas profundas na região. Além da Casa Palmela, esteve ligada a outras construções relevantes e à promoção de iniciativas culturais e sociais que ajudaram a moldar o caráter sofisticado de Cascais. A duquesa apoiou artistas, incentivou projetos arquitetônicos e participou ativamente da vida cultural do seu tempo. Seu protagonismo ajuda a explicar por que a Casa Palmela não é apenas um palacete isolado, mas parte de um movimento maior que transformou uma antiga vila de pescadores em um dos endereços mais elegantes do litoral português.

Como é viver em Palmela: Connheça o bairro e arredores
Não por acaso, a forte presença da família Palmela naquela área acabou por dar nome ao bairro. A influência dos duques, tanto pela construção do Palácio Palmela quanto pelo antigo parque que hoje integra a malha urbana, consolidou a identidade local. A zona de Palmela estende-se aproximadamente desde a N9, via que liga o centro de Cascais à região de Alcabideche, até a divisa com o Estoril, sendo delimitada a norte pelo bairro da Amoreira, já pertencente à freguesia de Alcabideche, e a sul pelo Oceano Atlântico.
Trata-se de um dos bairros mais nobres e valorizados de Cascais, marcado por casas amplas e de alto padrão, edifícios residenciais de qualidade elevada e, mais recentemente, por empreendimentos na faixa costeira e no entorno do Parque Palmela que figuram entre os mais luxuosos de Portugal. A combinação entre arquitetura histórica, residências contemporâneas e proximidade imediata ao mar cria um perfil residencial sofisticado e bastante exclusivo.
Viver em Palmela significa estar praticamente ao lado do centro histórico de Cascais, com acesso facilitado a pé à Praia da Duquesa, Praia da Conceição e Praia da Rainha. Está mesmo na essência da Riviera Portuguesa. A estação de comboios de Cascais também fica a curta distância a pé, garantindo ligação direta a Lisboa. É uma localização que une charme histórico, infraestrutura consolidada e mobilidade privilegiada, sendo uma das áreas mais estratégicas para quem busca qualidade de vida junto ao mar, sem abrir mão da conveniência urbana.
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